A Justiça Eleitoral suspendeu nesta terça-feira, 4, mais um levantamento de intenção de novo no Tocantins. O juiz Roniclay Alves de Morais atende a um pedido de liminar da federação formada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Cidadania, responsável por apontar duas irregularidades na pesquisa da Nexus, contratada pela Federação das Associações das Rádios Comunitárias (Farcomto).
IRREGULARIDADES
A pesquisa de intenção de voto da Nexus foi feita por meio de 1, 2 mil entrevistas telefônicas realizadas de 30 de julho a domingo 2. Entretanto, a federação argumenta que o instituto não informou a taxa de resposta, o número de tentativas ou os critérios de substituição de chamadas não atendidas ou recusadas, bem como não estabeleceu metas percentuais prévias por faixa de renda nem indicou a fonte pública idônea que embasou a ponderação econômica. Ambos os pontos desrespeitam a Resolução 23.600 de 2029.
IMPEDE FISCALIZAÇÃO
Roniclay Alves de Morais reconheceu que as irregularidades “priva o registro de transparência e impede a fiscalização”. “A veiculação de dados de intenção de voto apurados sob metodologia sem a devida transparência pode induzir a erro o eleitorado e desequilibrar a disputa eleitoral, gerando efeitos de difícil ou impossível reparação antes do julgamento de mérito”, resume o magistrado, que determina a suspensão imediata da divulgação da pesquisa sob multa diária de R$ 50 mil.
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