A Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepea) apresentou os atrativos naturais, projetos de turismo sustentável e marcos regulatórios do setor durante a Fishing Show Brazil 2026, maior feira de pesca esportiva da América Latina. O espaço institucional destaca a vocação hídrica do Estado e os avanços consolidados com a criação de políticas públicas voltadas ao segmento.
POTENCIAL HÍDRICO E TURISMO SUSTENTÁVEL
Com uma malha hidrográfica composta pelas bacias dos rios Tocantins, Araguaia, Paranã e Manoel Alves, além de grandes lagos artificiais e do Parque Estadual do Cantão, o Estado reforça a promoção do modal “pesque e solte”. Destinos como o Lago de Palmas, o Lago de Estreito e a Ilha do Bananal afirmam a região como referência na captura do tucunaré-azul, movimentando a cadeia produtiva de hotelaria, gastronomia e serviços ao longo do ano.
“A feira é um excelente local para apresentarmos as potencialidades da pesca esportiva no nosso estado, bem como o turismo de aventura e outras modalidades que podem ser praticadas em meio à natureza. Já somos referência e aqui podemos conhecer novas tecnologias e fazer novos parceiros para que essa modalidade se torne ainda mais um sucesso no Tocantins”
Jefferson Zêra, secretário executivo da Sepea
CIRCUITO ESTADUAL E IMPACTO ECONÔMICO
Um dos pilares da apresentação é o 1º Circuito Tocantinense de Pesca Esportiva (CTPE), criado pelo Decreto nº 7.100. Dividido em dez etapas entre as modalidades de barco e caiaque, o circuito reuniu aproximadamente 2 mil competidores e atraiu mais de 15 mil visitantes aos municípios sedes, injetando cerca de R$ 50 milhões na economia tocantinense através do comércio, transporte, meios de hospedagem e entretenimento.
MARCO LEGAL E SEGURANÇA JURÍDICA
A Sepea levou ainda à feira os detalhes da Lei Complementar nº 177, de 2 de julho de 2026, que instituiu a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e da Aquicultura (Pedespa-TO). A nova legislação fija diretrizes para a atração de investimentos privados, inclusão social, inovação e conservação dos recursos hídricos.
“A Lei Complementar nº 177 encerra o tempo em que a pesca tocantinense dependia da boa vontade de cada gestão. Política de Estado tem princípios, diretrizes e horizonte — e é isso que a Pedespa-TO oferece a quem pretende investir: segurança jurídica. Ao reconhecer a pesca e a aquicultura como atividades estratégicas, o Tocantins deixa de ser promessa hídrica para ser destino consolidado”
Rodrigo Ayres, secretário de Estado da Pesca e Aquicultura
Redação
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