A Prefeitura de Palmas publicou Medida Provisória nesta quinta-feira, 22, que estabelece uma revisão geral anual de 8,38% aos servidores públicos de forma escalonada em cinco parcelas bimestrais ao longo de 2027, sem o repasse de valores retroativos. A decisão foi anunciada por secretários municipais em reunião com representantes sindicais. Após o Sindicato dos Trabalhadores (Sintet) criticar a proposta, a entidade dos médicos (Simed) também se posicionou contrária ao texto.
ESCALONAMENTO SEM RECONHECIMENTO DOS PASSIVOS
A secretária de Finanças do Sindicato dos Médicos, Janice Painkow, participou da agenda com a gestão municipal e contestou imediatamente a decisão administrativa pelo parcelamento. Para a entidade, a medida adotada deixa o setor de saúde indignado, pois além da defasagem que a medida acarretará, a prefeitura sequer reconhece os passivos das reposições anteriores, também feitas de forma escalonada.
DEFASAGEM É MAIOR PARA A SAÚDE
O Simed também compara a defasagem salarial dos profissionais de nível superior da saúde com outras carreiras. Janice Painkow exemplificou que um profissional da categoria recebe remuneração inicial de pouco mais de 4 mil reais, enquanto carreiras como a da Procuradoria começam com vencimentos de 21 mil reais
“Em certas áreas da Prefeitura, servidores de nível médio recebem o triplo do salário de um médico e isso evidencia uma distorção completa na política de recursos humanos da cidade, com evidente defasagem dos subsídios dos médicos e médicas. […] O que há é uma falta de vontade política para resolver o problema estrutural, que vem desde gestões anteriores”
Janice Painkow, secretária de Finanças do Simed
ENTENDA





