Caro leitor,
Preciso iniciar explicando um pouco dos elementos que formaram minha personalidade ao longo dos meus 38 anos. Sou filho de família mineira que migrou para o interior do antigo norte goiano, mais precisamente para uma pequena propriedade rural pertencente a meus avós paternos na cidade de Alvorada.
Nasci exatos 29 dias antes de ser promulgada a Constituição Federal de 1988 que em artigo 13 do seu Ato das Disposições Constitucionais Transitórias criou o estado do Tocantins.
Vivi meus primeiros anos de vida ali até que meus pais mudaram para Gurupi, cidade que foi o pilar da minha formação, inclusive profissional, sou egresso do curso de Direito da Faculdade UNIRG.
Aos 14 anos, eu já havia conquistado títulos estaduais absolutos em provas de natação. Foi quando recebi o convite para integrar a equipe de natação coordenada pelo vice-campeão olímpico Ricardo Prado no Projeto Futuro em São Paulo/SP.
Aqui começamos nossa jornada.
A equipe capitaneada por Pradinho representava o clube “A HEBRAICA”, tradicional clube paulistano onde a maioria de seus sócios tem origem judaica, e meu respeito pelos inúmeros amigos que fiz ao longo do tempo em que representei o clube permearão minha análise do cenário social e político que estamos enfrentando no Brasil atualmente.
O objetivo do presente texto é buscar expor a angústia que toma conta da minha consciência ao associar o clima social e político que estamos vivendo no Brasil com o que havia na Alemanha nos derradeiros dias da República de Weimar no início dos anos 1930 do século XX, além de deixar um registro temporal especialmente para que meu filho, que hoje conta com 9 anos, possa saber que o pai dele não se calou.
Após o desenrolar do 1º turno das Eleições Gerais de 2026 no dia 04/10/2026, uma aura sombria tomou conta de boa parte da população brasileira, comigo não foi diferente, diria que foi mais profunda por saber e entender que o cenário atual, em caso de vitória no 2º turno do candidato a presidente da extrema direita, pode nos catapultar a um tenebroso e longo período de ruptura social e democrática.
No dia seguinte ao 1º turno houve quem dissesse que a apuração das urnas no dia anterior teria começado às 17h00min e terminado em 1º de abril de 1964, para minha tristeza, em minha análise, o cenário é ainda pior, penso que a depender do resultado da eleição presidencial, o Brasil poderá dormir no dia 25/10/2026 e acordar na Alemanha de 1933. Os elementos estão presentes e o que mais assusta é ver como uma expressiva parte da população não os enxerga ou finge não enxergar.
A noite do dia 4 para o dia 5 de outubro foi longa, não consegui pregar os olhos pensando no que fazer para tentar conscientizar os irmãos e irmãs dos inúmeros riscos que nós enquanto cidadãos corremos caso ascenda ao poder o grupo que compõe a extrema direita.
Lembrei de um livro que li ainda na faculdade (possivelmente em 2006), indicado por um professor de Sociologia Paulo Henrique, a obra “As Origens do Totalitarismo” de Hannah Arendt, e me dei conta dos riscos que estamos correndo enquanto sociedade, era como se pudesse sentir o cheiro do ambiente social que havia na Alemanha em 1933, como quando entramos em uma padaria e o pão está no forno.
Aqui faço a ligação com a comunidade judaica que me acolheu nos idos de 2003, Arendt era uma alemã de família de judeus seculares e vivia em sua terra natal até 1941 quando conseguiu escapar do campo de concentração Gurs, hoje território francês. Primeiro passou pela Espanha e Portugal e radicou-se nos Estados Unidos até sua morte em 1975.
Sua obra mais famosa é “Eichmann em Jerusalém”, o qual é resultado de um compilado de 5 artigos que escrevera para a revista The New Yorker, quando designada para cobrir o julgamento em 1961 de Adolf Eichmann o qual fora capturado na cidade de Buenos Aires pelo Mossad, obra na qual ela desenvolve sua teoria sobre a “banalidade do mal”.
Registro que a teoria em questão não foi amplamente aceita pela própria comunidade judaica, especialmente aos adeptos do sionismo.
Para o presente texto, basta o registro, pois busco desenvolver o pensamento lastreado na primeira obra mencionada, “As Origens do Totalitarismo”.
Arendt divide em 3 partes a nascimento de um regime totalitário, sendo:
1. ANTISSEMITISMO: A CONSTRUÇÃO DE UM INIMIGO
Arendt procura compreender o antissemitismo e sua transformação em instrumento político.
Demonstra que a perseguição aos judeus não pode ser explicada apenas pela existência histórica de preconceitos religiosos. O antissemitismo político desenvolveu características próprias, relacionadas às transformações dos Estados nacionais europeus e às crises sociais.
Um dos aspectos centrais é a construção de um grupo apresentado como responsável pelos problemas da sociedade.
Aqui temos um elo da corrente, a construção de um inimigo, em sua época eram os judeus, as pessoas com deficiência, os negros, os ciganos e os homossexuais, hoje podem ser os imigrantes, os muçulmanos, os petistas, os vermelhos.
Permitam-me um parêntese que me toca profundamente, por ser eu próprio autista e pai de um menino autista. Pessoas com deficiência estiveram entre os grupos atingidos precocemente pela política racial nazista. Em julho de 1933, o regime instituiu uma lei que autorizava esterilizações compulsórias de pessoas classificadas como portadoras de determinadas condições supostamente hereditárias. A partir de 1939, passou a organizar o assassinato sistemático de pacientes com deficiência, incluindo crianças.
Fato é que no início do século XX, a absoluta maioria de cidadãos que possuíam alguma deficiência estavam amplamente integradas a sociedade, sendo que apenas uma pequena fração era interna em instituições de reabilitação. O cenário começa a mudar no início dos anos 1930 com a ascensão dos nazistas, sendo que uma das primeiras ações foi proibir que PcD’s acessassem quaisquer programas governamentais.
A perseguição não começou do nada. Ideias eugênicas e discursos sobre supostas “vidas indignas de ser vividas” e “comedores inúteis” já circulavam antes de Hitler chegar ao poder. O regime nazista radicalizou essas concepções, transformando preconceitos e políticas de exclusão em esterilização forçada e assassinato. O programa conhecido como Aktion T4 teve papel decisivo nesse processo.
Famílias foram enganadas por autoridades e instituições médicas: recebiam informações falsas sobre diagnósticos, transferências e causas de morte.
No Brasil, ainda me causam inquietação declarações feitas durante o governo Jair Bolsonaro sobre a escolarização de estudantes com deficiência. Em 2021, comentários do então ministro da Educação, Milton Ribeiro, sobre os efeitos da inclusão no aprendizado dos demais alunos motivaram pedido formal de esclarecimentos na Câmara dos Deputados. Ao mesmo tempo, é necessário registrar que, em 2022, a Conitec esclareceu que não recomendava eletroconvulsoterapia para comportamentos agressivos associados ao autismo; portanto, não seria correto afirmar que o governo adotou essa terapia para crianças autistas.
Eu percebo o início da segregação e início de construção de mais um inimigo.
Voltando a Hannah, em momentos de instabilidade, narrativas conspiratórias podem oferecer explicações simplificadas para dificuldades econômicas, políticas e sociais. No nazismo, os judeus foram transformados em alvo de uma ideologia que lhes atribuía uma conspiração mundial fictícia. Arendt nos ajuda a compreender como movimentos políticos podem organizar o ressentimento coletivo em torno da identificação de um inimigo, apresentado como ameaça existencial à comunidade.
Isso não significa que toda crítica política a determinado grupo configure antissemitismo ou totalitarismo. A especificidade histórica e racial do antissemitismo nazista é fundamental para a análise.
2. IMPERIALISMO: EXPANSÃO, RACISMO E DESTRUIÇÃO DE LIMITES
Na segunda parte, Arendt analisa a expansão imperialista europeia, sobretudo a partir do final do século XIX.
Ela identifica processos que contribuíram para o desenvolvimento de formas extremas de dominação, especialmente a associação entre poder político, expansão ilimitada e ideologias raciais.
O imperialismo estimulou práticas de governo nas quais populações inteiras podiam ser administradas sem o reconhecimento de direitos políticos equivalentes.
Mais um elo da corrente, desumanização do outro que é diferente a minha origem étnica, social, política ou religiosa.
Arendt também examina a situação de apátridas e refugiados, demonstrando como a perda de pertencimento a uma comunidade política pode significar a perda da proteção efetiva dos direitos humanos.
É nesse contexto que ganha relevância sua reflexão sobre o “direito a ter direitos”: a necessidade de pertencer a uma comunidade política na qual os direitos sejam efetivamente reconhecidos e garantidos. Nessa parte permite discutir a importância das instituições, da cidadania e da proteção jurídica contra formas de exclusão política.
3. TOTALITARISMO: A DESTRUIÇÃO DA LIBERDADE E DA REALIDADE COMPARTILHADA
Arendt investiga como movimentos totalitários conseguiram mobilizar parcelas expressivas da população, transformar ideologias em instrumentos de dominação e, uma vez no poder, organizar sistemas de terror. Ela identifica alguns mecanismos particularmente importantes.
A) A solidão e a atomização social
Um dos fenômenos mais preocupantes da modernidade é o isolamento de indivíduos que deixam de se reconhecer como integrantes de uma comunidade política.
Pessoas desconectadas de associações, organizações e referências coletivas podem tornar-se mais suscetíveis a movimentos que oferecem uma identidade totalizante e uma explicação para todos os problemas.
O totalitarismo encontra terreno favorável quando os indivíduos perdem os vínculos que os conectam aos demais e às instituições da sociedade.
B) A propaganda e o enfraquecimento da distinção entre fato e ficção
Arendt demonstra que a propaganda totalitária não serve apenas para divulgar ideias políticas. Ela pode construir uma interpretação fechada do mundo, na qual qualquer acontecimento é utilizado para confirmar uma narrativa ideológica preexistente.
Nesse ambiente, a verdade factual perde importância diante da coerência aparente da narrativa.
A propaganda busca oferecer certezas absolutas para pessoas que vivem em situações de insegurança e desorientação.
Isso é particularmente relevante para examinar ambientes políticos em que teorias conspiratórias, desinformação e desconfiança generalizada das instituições dificultam a existência de uma realidade factual compartilhada.
C) A transformação do adversário em inimigo
Nos movimentos totalitários examinados por Arendt, o conflito político deixa de ser concebido como uma disputa legítima entre projetos distintos.
Os adversários passam a ser apresentados como inimigos de uma causa histórica, racial ou ideológica supostamente superior.
Essa lógica permite justificar medidas cada vez mais extremas porque os opositores deixam de ser reconhecidos como participantes legítimos da vida pública.
Nos regimes totalitários consolidados, a perseguição não se limita aos adversários reais: pode alcançar pessoas arbitrariamente classificadas como inimigas, independentemente de suas condutas.
D) A ideologia como explicação absoluta
Arendt sustenta que a ideologia totalitária pretende explicar todos os acontecimentos mediante uma única lógica.
No nazismo, essa lógica estava vinculada à interpretação racial da história; no stalinismo, a uma concepção determinista da luta de classes.
O problema não é simplesmente a existência de convicções políticas intensas, mas sua transformação em sistemas fechados que dispensam a experiência, os fatos e a possibilidade de contestação.
E) O terror como instrumento de governo
Para Arendt, o terror não representa apenas um excesso de repressão.
Ele constitui um elemento fundamental da dominação totalitária, destinado a destruir a espontaneidade humana, a autonomia individual e a capacidade de agir politicamente.
Os campos de concentração e de extermínio ocupam posição central nessa análise, pois representam a tentativa extrema de tornar seres humanos inteiramente domináveis e descartáveis.
Por isso, Arendt distingue o totalitarismo de outras formas de autoritarismo: nem toda ditadura, perseguição política ou violência estatal constitui, no sentido rigoroso de sua teoria, um regime totalitário.
Finalizando a análise da obra de Arendt, agora veremos como um eventual governo da extrema direita pode nos conduzir a um regime totalitário.
A DEMOCRACIA BRASILEIRA DIANTE DE ALGUNS SINAIS DE ALERTA
1. A DISPUTA SOBRE OS LIMITES DO PODER JUDICIÁRIO
ENFRAQUECIMENTO DOS CONTRAPESOS INSTITUCIONAIS E A DESLEGITIMAÇÃO DA ORDEM EXISTENTE
Na Alemanha de Weimar: entre 1930 e 1933, os governos passaram a recorrer sistematicamente a decretos presidenciais de emergência, com fundamento no artigo 48 da Constituição alemã. A prática enfraqueceu o Parlamento e contribuiu para a deterioração da ordem democrática.
A extrema direita em seu programa de governo de 2026 propõe reformar o STF, restringir decisões individuais de seus ministros e rever o alcance e a legitimidade para propor determinadas ações de controle de constitucionalidade, como ADIs e ADPFs.
O paralelo possível não está em considerar qualquer reforma judicial autoritária. Reformas institucionais podem ser perfeitamente democráticas. A questão relevante é saber se as alterações preservariam a capacidade do Judiciário de controlar atos inconstitucionais dos demais Poderes.
2. DESCREDIBILIZAÇÃO DO SISTEMA ELEITORAL
PROPAGANDA, FATOS E REALIDADE COMPARTILHADA E RESPOSTA DAS INSTITUIÇÕES A TENTATIVAS DE RUPTURA
Como mencionado, Arendt examina como movimentos totalitários utilizam a propaganda e narrativas ideológicas para oferecer explicações abrangentes da realidade. A substituição da investigação dos fatos por explicações fechadas é um aspecto relevante de sua análise.
Durante um encontro com diplomatas, o candidato da extrema direita associou urnas eletrônicas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic. O TSE esclareceu que a empresa não forneceu urnas nem desenvolveu os programas utilizados nos equipamentos brasileiros..
Na República de Weimar, a violência política representou um problema crescente. No Brasil, a discussão sobre os acontecimentos de 2022 e 8 de janeiro de 2023 oferece outro campo de comparação institucional.
Em setembro de 2025, o STF condenou Jair Bolsonaro e outros integrantes do chamado núcleo crucial pela tentativa de golpe de Estado. O acórdão reconheceu crimes contra o Estado Democrático de Direito.
O candidato da extrema direita tem contestado a interpretação judicial desses acontecimentos. Em entrevista ao Jornal Nacional, no dia 16 de outubro de 2026, questionou a caracterização dos ataques de 8 de janeiro como parte de uma tentativa de golpe.
Também existe uma discussão política sobre anistia aos condenados. Entretanto, um presidente não pode conceder anistia unilateralmente: ela depende de aprovação legislativa, diferentemente de outros institutos jurídicos, como o indulto.
A questão histórica pertinente: como uma democracia deve conciliar garantias processuais, possibilidade de clemência e responsabilização por crimes contra a própria ordem constitucional?
Aqui invoco o paradoxo da tolerância, conceito formulado pelo filósofo austríaco Karl Popper em seu livro A Sociedade Aberta e Seus Inimigos.
A tese central é a de que a tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se uma sociedade é totalmente tolerante com todos, inclusive com os que pregam a destruição dessa mesma tolerância, os intolerantes acabarão por destruir os tolerantes.
3. PRESSÃO A MAGISTRADOS
A INDEPENDÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES
Outro elemento a examinar é a maneira pela qual as lideranças políticas tratam órgãos responsáveis pelo controle do poder.
Há inúmeras falas do candidato da extrema direita e de aliados próximos defendendo o impeachment de ministros do STF e declações que a destituição de um deles levaria os demais a se enquadrarem naquilo que considera o desenho constitucional adequado.
Falas são relevantes para analisar quais propostas e concepções institucionais circulam em sua base política fanatizada e sedenta por justiçar aqueles que julgam serem injustiçados.
4. DOGMA RELIGIOSO
MINISTÉRIO DA PROSPERIDADE
Na Alemanha do final da República de Weimar, parcelas das comunidades cristãs consideravam a democracia republicana responsável pela desordem social, pela secularização dos costumes e pelo enfraquecimento dos valores tradicionais.
Hitler e o Partido Nazista exploraram politicamente essas inquietações.
O programa nazista de 1920 proclamava adesão ao chamado cristianismo positivo, expressão suficientemente abrangente para atrair parte do eleitorado cristão, embora condicionasse a liberdade religiosa aos interesses do Estado e a uma concepção racial da nação.
O movimento dos Deutsche Christen (Cristãos Alemães), fortalecido no início da década de 1930, procurou conciliar o protestantismo com a ideologia nazista. Seus integrantes defendiam uma igreja nacional alinhada ao regime e incorporavam elementos do racismo e do antissemitismo nazistas.
Esse processo revela uma mudança importante: a religião deixava de servir apenas como referência espiritual e passava, para esses grupos, a conferir legitimidade ao projeto nacionalista.
No Brasil o bolsonarismo adota o lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, associado a Jair Bolsonaro, tornou-se uma expressão da aproximação entre identidade religiosa, patriotismo e mobilização política.
Essa linguagem desempenha uma função de identificação coletiva. A questão surge quando a adesão a determinado projeto político passa a ser apresentada não simplesmente como uma escolha eleitoral, mas como uma demonstração de fidelidade à fé.
Na campanha presidencial do candidato da extrema direita em 2026, a religião também ocupa espaço nas alianças políticas ele tem o apoio declarado de lideranças importantes das Assembleias de Deus ao candidato.
Soma-se o fato de ter afirmado que seu primeiro ato como presidente será declarar que o Brasil pertence ao Senhor Jesus, além de ter afirmado que criará um Ministério da Prosperidade.
Como diria o provérbio “Para um bom entendedor, um risco é Francisco” o apito de cachorro (ou dog whistle, em inglês) está assoprado. O nome do ministério evoca, a chamada Teologia da Prosperidade.
Para finalizar, registro o poema atribuído ao pastor luterano alemão Martin Niemöller:
“Quando os nazistas levaram os comunistas, fiquei em silêncio; eu não era comunista.
Quando levaram os sindicalistas, fiquei em silêncio; eu não era sindicalista.
Quando prenderam os social-democratas, fiquei em silêncio; eu não era social-democrata.
Quando prenderam os judeus, fiquei em silêncio; eu não era judeu.
Quando vieram me buscar, não havia mais ninguém para protestar.”
Com isso, proclamo aos irmãos e irmãs brasileiros brasileiras, no próximo domingo, dia 25/10/2026, votemos com a consciência de que existe uma gigantesca possibilidade de que nosso voto poderá significar o mergulho do Brasil em um período muito sombrio.
Penso que o atual governo não tem dado a resposta que a população merece ter, mas ainda assim não há como comparar com o cenário que se avizinha caso a extrema direita ascenda ao poder.
RENAN DE OLIVEIRA FREITAS
É analista jurídico da Defensoria Pública do Tocantins há 15 anos. Graduado em direito pela Fundação UNIRG, especialista em direito penal e processual penal.





