Tela presenteada ao candidato a deputado federal simboliza a força da produção artística regional e marca diálogo sobre preservação do patrimônio, cultura e educação
A Associação Amigos do Museu de Araguaína (AAMAR) realizou a entrega de uma tela artística com o retrato do professor Fábio Vaz, candidato a deputado federal pelo Tocantins nas eleições de 2026.
A obra foi produzida pelo artista plástico Iguatemy Lopes e entregue como presente pela AAMAR. Segundo a entidade, mais do que retratar uma personalidade pública, a tela pretende simbolizar a pujança cultural e artística de Araguaína e de toda a região Norte do Tocantins, território marcado pela diversidade de artistas, produtores culturais, mestres populares, escritores, artesãos, pesquisadores e instituições dedicadas à preservação da memória.
Para a Associação, a homenagem também expressa reconhecimento pela abertura de Fábio Vaz ao diálogo com o setor cultural e pela inclusão, em suas pautas políticas, de temas relacionados à cultura e à defesa do patrimônio histórico e cultural. A AAMAR destaca que a preservação desses bens exige políticas públicas permanentes, participação comunitária, educação patrimonial e investimentos capazes de garantir que a memória tocantinense seja transmitida às próximas gerações.
“Uma tela que carrega uma mensagem”
O presidente da AAMAR, professor Régis Carvalho, afirmou que a entrega deve ser compreendida como um gesto simbólico de aproximação entre a produção cultural da região e aqueles que se dispõem a incorporar as demandas do setor ao debate público.
“Esta não é apenas uma tela com um retrato. Ela carrega uma mensagem da cultura do Norte do Tocantins. Ao entregarmos uma obra de Iguatemy Lopes ao professor Fábio Vaz, estamos dizendo que Araguaína produz arte, produz memória e possui um patrimônio que precisa ser conhecido, respeitado e preservado. É também uma forma de reconhecer o espaço que ele tem dado ao diálogo sobre cultura, educação e patrimônio histórico. Esperamos que esses temas permaneçam presentes em sua atuação pública e no debate sobre o futuro do Tocantins.”
Régis Carvalho acrescentou que a valorização da cultura não deve ser vista de forma isolada, mas articulada à educação, ao turismo, à economia criativa, à cidadania e ao desenvolvimento regional.
“Araguaína e o Norte do Tocantins vivem um momento importante de afirmação de sua identidade cultural. Temos artistas, instituições, pesquisadores e comunidades fazendo um trabalho extraordinário. Uma eventual representação federal comprometida com essas agendas poderá ampliar o diálogo e a busca por recursos e políticas públicas para cultura e educação. O avanço, porém, dependerá da transformação desses compromissos em ações concretas, construídas junto à sociedade.”
Cultura e educação no debate público
Durante a homenagem, Fábio Vaz reafirma seus compromissos políticos com essas áreas.
“Receber uma obra produzida por um artista do nosso Tocantins e entregue por uma instituição que trabalha pela preservação da memória de Araguaína tem um significado muito especial. Recebo esta homenagem também como um compromisso de continuar ouvindo quem faz cultura. Em uma eventual eleição para a Câmara Federal, quero trabalhar para que Araguaína, o Norte do Estado e todo o Tocantins possam ampliar investimentos e oportunidades nas áreas de educação, cultura, museus, patrimônio histórico e formação de nossos jovens. O Tocantins tem uma riqueza cultural extraordinária, e essa riqueza precisa ser preservada, valorizada e transformada em oportunidades para nossa população.”
A entrega da obra reúne, assim, três dimensões: arte, memória e participação pública. Para a AAMAR, colocar a cultura no centro do diálogo com representantes e candidatos também significa chamar atenção para a necessidade de políticas duradouras de preservação do patrimônio material e imaterial do Tocantins.
Produzida pelas mãos de um artista da região, a tela passa a representar algo maior que o próprio retrato: o desejo de que a cultura tocantinense seja vista, ouvida e considerada nas decisões sobre o futuro do Estado.
Porque uma obra pode retratar uma pessoa — mas também pode carregar os sonhos, a memória e a identidade de todo um território.





