
A regional de Palmas do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintet) anunciou nesta segunda-feira, 21, que os profissionais da rede municipal de educação da Capital irão promover uma paralisação e ato público no dia 7 de outubro. A decisão foi tomada durante assembleia realizada na sexta-feira, 18, conduzida pela presidenta em exercício do Sintet, Eduarda Maria.
REIVINDICAÇÕES
Segundo o sindicato, a mobilização tem como objetivo pressionar a prefeitura para o atendimento de reivindicações da categoria, que inclui o pagamento das datas-bases atrasadas, o cumprimento do Piso do Magistério na carreira, a convocação dos aprovados no cadastro reserva do último concurso, a concessão de licença para qualificação e o enquadramento dos monitores.
“É importante garantir o Piso na Carreira e não apenas por meio de complemento”
Rogério Lucena, diretor do Sintet

CONDIÇÕES DE TRABALHO
Também estão entre as demandas questões relacionadas às condições de trabalho, direito ao descanso de voz e denúncias de assédio moral nas unidades de ensino. A qualidade e a distribuição da merenda escolar também foram questionadas pelos trabalhadores. Segundo relatos apresentados na assembleia, existem diferenças entre as refeições oferecidas nas unidades, apesar da previsão de padronização do cardápio. Segundo o Sintet, os profissionais também relataram problemas relacionados à falta de papel, impressoras e materiais pedagógicos, além de atrasos na distribuição de conteúdos utilizados nas escolas.
“O Sintet está indo às escolas e denunciando as situações que encontramos. As denúncias precisam partir também das escolas, porque o sindicato não consegue ter controle de tudo o que acontece. Por isso, os profissionais devem procurar o Sintet, o CMAE ou o Ministério Público sempre que identificarem irregularidades”
Carol Nelson, diretora do Sintet de Palmas,
PAÇO PREVÊ PREJUÍZOS AOS ESTUDANTES E FAMILARES
Por meio de nota, a Prefeitura de Palmas reitera que mantém uma mesa de negociação com a categoria e que a interrupção das aulas anunciada pelo Sintet gera prejuízos diretos aos estudantes e às famílias palmenses em um período decisivo do ano letivo. Em outro trecho, a nota ressalta que em 2025, o prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos) anunciou um pacote de valorização que incluiu o reconhecimento e o pagamento das progressões verticais, titularidades e escolaridades em atraso para todas as categorias, mantendo todos os direitos em dia desde então. Por fim, o Paço informou que autorizou a convocação de 104 aprovados no cadastro de reserva e concedeu, ao longo de 2026, a revisão geral anual de 4,77% nos vencimentos e subsídios dos servidores. A próxima revisão está prevista para outubro.
Leia a íntegra da nota
A Prefeitura de Palmas reitera que mantém uma mesa de negociação permanente com a categoria, pautada pelo diálogo aberto, transparente e democrático com as entidades representativas. A interrupção das aulas anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) para o dia 7 de outubro gera prejuízos diretos aos estudantes e às famílias palmenses em um período decisivo do ano letivo.
A gestão municipal trabalha a valorização dos profissionais da educação através de medidas concretas, mantendo rigorosa responsabilidade fiscal. Em 2025, o prefeito Eduardo Siqueira Campos anunciou um pacote de valorização que incluiu o reconhecimento e o pagamento das progressões verticais, titularidades e escolaridades em atraso para todas as categorias, mantendo todos os direitos em dia desde então. A medida garantiu também a efetivação do Piso Nacional do Magistério na rede municipal.
Esses direitos, incorporados à folha de pagamento em novembro de 2025, representam investimento anual de aproximadamente R$ 18 milhões. Além disso, a Prefeitura autorizou a convocação de 104 aprovados no cadastro de reserva da Educação e concedeu, ao longo de 2026, a revisão geral anual de 4,77% nos vencimentos e subsídios dos servidores. A próxima revisão está prevista para outubro, conforme estabelece a Lei Municipal nº 2.105, de 31 de dezembro de 2014.
A Prefeitura de Palmas reafirma que permanece de portas abertas para a continuidade das negociações com a categoria, de forma responsável, sustentável e sem prejuízos para a comunidade escolar.”
Redação
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