PROSEMA
A eleição de dez novos membros efetivos pela Academia Palmense de Letras (APL), em 7 de outubro de 2026, não é apenas um ato administrativo: é um gesto de vitalidade institucional e de fidelidade à missão de cultivar, com rigor, a literatura e a cultura em Palmas.
O significado de renovar uma Academia
Uma Academia de Letras vive da tensão criativa entre memória e movimento. Guardar a tradição sem engessar; acolher o novo sem superficialidade.
A entrada de novos acadêmicos — escolhidos na Assembleia Geral, por pares que conhecem o peso da palavra escrita — é o modo pelo qual a instituição respira, atualiza seu cânone e reafirma seu papel de casa da literatura tocantinense.
Neste ano de Jubileu de Prata (25 anos de fundação, desde 2001), a renovação ganha sentido simbólico ainda mais forte: a APL celebra quarto de século de existência justamente ao integrar vozes que darão continuidade à sua missão de incentivar a produção literária, preservar a memória cultural de Palmas e aproximar leitores e autores locais.
Os eleitos: uma lista que fala de pluralidade
Os dez nomes eleitos, em ordem alfabética, são:
Antônio José Guerra; Carolina Sasso Ricardo; Claudius Vinicius Souza Oliveira; Cleber Luciano Mendes de Toledo (Cleber Toledo); Deise Raquel Cardoso de Araújo; Gislene Pires de Camargos Ferreira; João Afonso C. Ferreira; Marco Antônio Costa; Marco Aurelio Cassoli Jacob; Pedro Amilto Aguiar Cruz.
Entre eles, há trajetórias que se cruzam com o jornalismo, a docência, a pesquisa e a criação literária — perfis que, juntos, ampliam o espectro de atuação da Academia.
A presença de Cleber Toledo, por exemplo, jornalista e escritor com livros de contos e obras sobre a vida política e cultural do Tocantins, ilustra como a APL incorpora quem pensa a palavra tanto na ficção quanto na crônica do tempo presente.
O rito da posse: data, lugar e sentido
A posse está marcada para 19 de novembro de 2026, às 19h, no auditório da Assembleia Legislativa do Tocantins, em cerimônia que integra a programação das bodas de prata da APL. O local não é acidental: a Casa do Povo, como espaço de deliberação e memória cívica, dialoga com a natureza pública da literatura — essa arte que, quando bem feita, também legisla sobre o sentir e o dizer de uma comunidade.
Por que o rigor importa
Academias não são clubes de afinidades, mas instituições de critério. O rigor na seleção — por edital, por avaliação de pares, por assembleia — é o que garante à APL sua autoridade moral e cultural.
Eleger com exigência é reconhecer que a cadeira acadêmica não é prêmio, mas compromisso: com a qualidade da escrita, com a coerência da trajetória, com a responsabilidade de representar, diante da cidade, o melhor da literatura que aqui se faz.
Um convite à leitura e ao futuro
A chegada desses dez novos acadêmicos, no ano do Jubileu de Prata, fortalece a entidade e contribui para o cumprimento de sua missão institucional de promover a literatura e a cultura em Palmas, como destacou o presidente da APL , Orion Milhomem Ribeiro.
Que a posse, em novembro, seja não só um rito de passagem, mas um novo capítulo na história de uma Academia que, ao renovar-se com rigor, reafirma seu lugar como guardiã e fomentadora da palavra literária no Tocantins.
Parabéns aos novos membros da APL!
JOÃO PORTELINHA DA SILVA
É professor titular da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e pós-doutorado pela Universidade de Coimbra, de Portugal.





