A movimentação da campanha ao governo da senadora Dorinha Seabra (UB) de trazer o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) gerou provocações do deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB). Questionado sobre o tema em coletiva nesta segunda-feira, 5, o candidato da coligação ‘Pra Cima, Tocantins’ reforçou que seu alinhamento com o bolsonarismo não é de agora e questionou a participação da adversária no governo de Lula da Silva (PT).
COM O BOLSONARISMO DESDE 2018
Vicentinho Júnior destacou que nunca escondeu seu posicionamento político. “Eu também sou eleitor, também voto, mas minhas posições pessoais nunca foram maiores que as minhas obrigações políticas. […] Eu apoiei o pai dele em 2018, quando ninguém queria encostar”, iniciou o deputado federal ao lembrar da campanha de Jair Bolsonaro (PL), hoje preso por tentativa de golpe de estado.
JÁ ENTREGOU OS CARGOS NO GOVERNO FEDERAL?
Diante disto, o congressista questionou esta movimentação da adversária, visto que a mesma tem indicações no governo do presidente Lula da Silva (PT). “Está na hora do eleitor saber as posições dos políticos do Tocantins. A pergunta que tem que ser feita não é ao Vicentinho Júnior. A Dorinha já entregou os cargos do governo federal?”, provocou. O tucano citou nomes como César Felix Fragoso, superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Coodevasf); e Wilton Itaiguara, diretor-presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
“Como é isso? É normal? É tão bom alguém se posicionar sendo de esquerda ou como eu sendo de direita. O ruim é quando você vê o pé colocado em duas canoas. Acender vela para Deus e para o Diabo. Isso não se faz e não dá certo”
Vicentinho Júnior, candidato a governador do Tocantins
SOBROU PARA O GOVERNADOR WANDERLEI E KARYNNE SOTERO
Vicentinho Júnior também fez questão de lembrar do encontro amistoso que o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e a primeira-dama, Karynne Sotero, tiveram com o presidente da República em Araguatins. “Não é possível que os eleitores do meu Estado tenham uma memória tão rasa”, completou. O deputado vê oportunismo na movimentação da coligação ‘União Pelo Tocantins’.
“Agora vira o 1º turno, a direita sai bem posicionada eleitoralmente no Tocantins e no Brasil e agarram por oportunismo. Tem dois nomes, charlatanismo e oportunismo eleitoral. […] A própria candidata falou no 1º turno falou que ia ficar neutra, que o partido dela é neutro. Então, é estranho este movimento”
Vicentinho Júnior





