O senador Eduardo Gomes (PL) foi reeleito no domingo, 4, com 450.191 votos e alcançou a maior votação nominal nas oito eleições para o Senado no Tocantins realizadas entre 1998 e 2026. O resultado supera em 54.783 votos a marca de Professora Dorinha (União Brasil), eleita para o Senado em 2022 com 395.408. A diferença representa um avanço de 13,9% sobre o maior número registrado até então na série analisada.
MAIS VOTADO QUE DORINHA E VICENTINHO
Gomes foi mais votado que os dois candidatos a governador que foram para o segundo turno: Dorinha obteve 386.260 votos e Vicentinho Júnior (PSDB), 372.848.
201 MIL VOTOS A MAIS
Gomes também ampliou em 201.833 votos o resultado de sua primeira eleição ao Senado, em 2018, quando concorreu pelo Solidariedade e recebeu 248.358. O crescimento foi de 81,3%. Naquele ano, ele liderou a disputa e foi eleito ao lado de Irajá Abreu (PSD), que somou 214.355 votos. César Halum, então no PRB, ficou em terceiro, com 184.235, seguido por Vicentinho Alves (PR), com 176.012.
DERROTA POR MARGEM ESTREITA
A trajetória de Gomes inclui a derrota por margem estreita em 2014. Na disputa por uma única vaga, Kátia Abreu (PMDB) foi reeleita com 282.052 votos, contra 276.120 do então candidato do Solidariedade. Apenas 5.932 votos separaram os dois, a menor diferença entre primeiro e segundo colocados nas quatro eleições com uma vaga incluídas no levantamento.
NÚMERO ABSOLUTO
O recorde de 2026 se refere ao número absoluto de votos. A comparação entre eleições deve considerar o tamanho do eleitorado e a alternância na renovação do Senado: em 2002, 2010, 2018 e 2026, estavam em disputa duas vagas por estado, com direito a dois votos por eleitor. Em 1998, 2006, 2014 e 2022, cada eleitor podia escolher apenas um candidato.
Em 2026, a segunda vaga ficou com Alexandre Guimarães (MDB), que recebeu 316.786 votos. Sua vantagem sobre Eli Borges (Republicanos), terceiro colocado com 271.829, foi de 44.957 votos. Carlos Gaguim (União Brasil) terminou em quarto, com 255.548.
Os resultados de Eli e Gaguim mostram como uma votação expressiva pode ser insuficiente para garantir uma cadeira. Ambos receberam mais votos em 2026 do que Eduardo Gomes e Irajá haviam obtido individualmente para se eleger em 2018. A classificação depende da distribuição dos votos entre os concorrentes em cada pleito.
DORINHA HAVIA SUPERADO JOÃO RIBEIRO
Antes da marca de Gomes, Dorinha havia assumido a liderança da série em 2022 ao superar os 375.090 votos de João Ribeiro em 2010. Na eleição de Dorinha, Kátia Abreu ficou em segundo, com 145.104 votos, seguida por Carlos Amastha (PSB), com 100.649, e Ataídes Oliveira (PROS), com 69.420. A vantagem de 250.304 votos sobre Kátia foi a maior diferença absoluta entre os dois primeiros nas eleições com uma vaga analisadas.
MAIOR VOTAÇÃO PROPORCIONAL
Eduardo Siqueira Campos, por sua vez, registrou a maior participação nos votos válidos entre os vencedores da série. Eleito pelo PFL em 1998, recebeu 291.624 votos, equivalentes a 74,70% dos válidos. Derval de Paiva (PMDB) somou 72.326. O resultado marcou uma vitória com ampla vantagem, embora o total nominal fosse inferior às maiores votações alcançadas nos pleitos posteriores.
Em 2006, Eduardo Siqueira não conseguiu renovar o mandato. Kátia Abreu, então no PFL, venceu com 325.051 votos, contra 280.999 do senador, que concorria pelo PSDB. A diferença foi de 44.052 votos. Kátia seria reeleita em 2014, antes de perder a disputa para Dorinha em 2022.
EM 2010
A eleição de 2010 teve uma particularidade que exige distinguir votação e ocupação das vagas. João Ribeiro (PR) foi o mais votado, com 375.090. Marcelo Miranda (PMDB) recebeu 340.931, a segunda maior votação, mas teve a candidatura indeferida. A outra cadeira ficou com Vicentinho Alves (PR), que obteve 332.295 votos. Paulo Mourão (PT) somou 293.344 e ficou em quarto na ordem dos votos recebidos.
Já em 2002, as duas vagas foram conquistadas por candidatos do PFL: Leomar Quintanilha, com 309.002 votos, e João Ribeiro, com 289.781. Moisés Avelino (PMDB) recebeu 192.481, enquanto Tenente Célio (PSB) somou 185.498.
| Eleição | Posição em votos | Candidato | Partido | Votos |
|---|---|---|---|---|
| 1998 | 1º | Eduardo Siqueira Campos | PFL | 291.624 |
| 1998 | 2º | Derval de Paiva | PMDB | 72.326 |
| 1998 | 3º | Iredes Santos | PT | 19.683 |
| 1998 | 4º | José Carlos Ferreira | PRONA | 6.743 |
| 2002 | 1º | Leomar Quintanilha | PFL | 309.002 |
| 2002 | 2º | João Ribeiro | PFL | 289.781 |
| 2002 | 3º | Moisés Avelino | PMDB | 192.481 |
| 2002 | 4º | Tenente Célio | PSB | 185.498 |
| 2006 | 1º | Kátia Abreu | PFL | 325.051 |
| 2006 | 2º | Eduardo Siqueira Campos | PSDB | 280.999 |
| 2006 | 3º | Célio Moura | PT | 28.043 |
| 2006 | 4º | Dallabrida | PSOL | 1.637 |
| 2010 | 1º | João Ribeiro | PR | 375.090 |
| 2010 | 2º | Marcelo Miranda* | PMDB | 340.931 |
| 2010 | 3º | Vicentinho Alves | PR | 332.295 |
| 2010 | 4º | Paulo Mourão | PT | 293.344 |
| 2014 | 1º | Kátia Abreu | PMDB | 282.052 |
| 2014 | 2º | Eduardo Gomes | Solidariedade | 276.120 |
| 2014 | 3º | Sargento Aragão | PROS | 107.901 |
| 2014 | 4º | Elvio Quirino | PSOL | 6.565 |
| 2018 | 1º | Eduardo Gomes | Solidariedade | 248.358 |
| 2018 | 2º | Irajá Abreu | PSD | 214.355 |
| 2018 | 3º | César Halum | PRB | 184.235 |
| 2018 | 4º | Vicentinho Alves | PR | 176.012 |
| 2022 | 1º | Professora Dorinha | União Brasil | 395.408 |
| 2022 | 2º | Kátia Abreu | PP | 145.104 |
| 2022 | 3º | Carlos Amastha | PSB | 100.649 |
| 2022 | 4º | Ataídes Oliveira | PROS | 69.420 |
| 2026 | 1º | Eduardo Gomes | PL | 450.191 |
| 2026 | 2º | Alexandre Guimarães | MDB | 316.786 |
| 2026 | 3º | Eli Borges | Republicanos | 271.829 |
| 2026 | 4º | Carlos Gaguim | União Brasil | 255.548 |
Em 2010, Marcelo Miranda recebeu a segunda maior votação, mas teve a candidatura indeferida. Por isso, a segunda vaga ficou com Vicentinho Alves. A tabela preserva a ordem dos votos recebidos.
Foram disputadas duas vagas em 2002, 2010, 2018 e 2026; e uma vaga em 1998, 2006, 2014 e 2022. Nos pleitos com duas vagas, cada eleitor podia votar em dois candidatos, o que deve ser considerado nas comparações entre os anos.





