O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Tocantins (Sindjor) divulgou nota oficial de apoio e solidariedade aos profissionais de imprensa do Estado diante do aumento de episódios de intimidação, ameaças e agressões verbais. O posicionamento da entidade ocorre após quatro jornalistas serem atacados no intervalo de uma semana, em meio ao ambiente de maior polarização do período eleitoral.
COBRANÇA POR RESPEITO E PRESTAÇÃO DE CONTAS
Na nota, a entidade ressalta que a insatisfação com questionamentos ou reportagens não justifica atos de violência ou intimidação contra comunicadores. O sindicato enfatiza que detentores de cargos públicos e candidatos a cargos eletivos têm a obrigação de prestar esclarecimentos à sociedade e responder a perguntas da imprensa, destacando que o exercício de funções públicas exige responsabilidade e não concede licença para constranger ou silenciar trabalhadores.
DEFESA DO DIREITO À INFORMAÇÃO
O Sindjor também faz um apelo à população tocantinense para que rejeite a normalização de ataques contra a imprensa, apontando que o cerceamento ao trabalho jornalístico compromete o direito do cidadão de receber informações apuradas para fiscalizar decisões e escolher seus representantes. Ao reafirmar o compromisso com a segurança e a dignidade da categoria, a entidade declarou que continuará atuando em defesa da liberdade de imprensa no Estado.
Leia a íntegra da manifestação:
NOTA DE APOIO AOS JORNALISTAS E EM DEFESA DO DIREITO À INFORMAÇÃO
Toda vez que um jornalista é ameaçado por fazer uma pergunta, a população também é atingida em seu direito de saber. Quando um profissional é intimidado para deixar de apurar ou divulgar uma informação, o que se tenta calar é uma voz que trabalha a serviço da sociedade.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins (Sindjor-TO) manifesta apoio e solidariedade aos jornalistas que, diariamente, se dedicam a levar à população notícias apuradas com responsabilidade, ética e compromisso com os fatos. Profissionais que acompanham acontecimentos, ouvem diferentes versões, investigam denúncias e fazem perguntas que precisam ser respondidas, mesmo quando incomodam quem detém o poder.
Esse trabalho tem sido confrontado com ameaças, xingamentos, constrangimentos e tentativas de intimidação. Em um ambiente de polarização, especialmente no período eleitoral, a hostilidade contra a imprensa exige uma reação firme da sociedade. Divergências políticas não justificam agressões. A insatisfação com uma pergunta ou uma reportagem não autoriza ninguém a ameaçar quem exerce seu trabalho.
Quem ocupa um cargo público ou pede o voto da população deve estar preparado para prestar esclarecimentos e responder a questionamentos. O poder traz responsabilidades. Não concede licença para humilhar, intimidar ou tentar silenciar jornalistas.
O jornalismo está sujeito à crítica e tem o dever de corrigir erros. Isso faz parte de seu compromisso ético. Mas críticas devem ser feitas com argumentos e respeito. Nenhuma discordância pode servir de justificativa para violência ou perseguição.
O Sindjor-TO conclama a população a apoiar os jornalistas e a rejeitar a normalização desses ataques. Independentemente de preferência política, todos precisam de informação confiável para conhecer seus direitos, fiscalizar decisões e escolher seus representantes. Quando o medo limita o trabalho da imprensa, toda a sociedade perde. Em uma semana quatro profissionais jornalistas foram atacados.
Aos profissionais que seguem trabalhando com seriedade, mesmo sob pressão, expressamos nossa solidariedade e nosso compromisso com a defesa de sua segurança, dignidade e liberdade de atuação.
Perguntar é trabalho. Informar é compromisso. Respeitar os jornalistas é respeitar o direito da população de saber.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins — Sindjor-TO
Redação
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